História do Presépio

Você sabia que a origem do presépio está intimamente ligada a São Francisco de Assis?  Foi criado por São Francisco de Assis em 1223. Ele montou o primeiro presépio em uma gruta, na cidade italiana de Greccio. O objetivo de São Francisco era facilitar a compreensão e a contemplação do nascimento de Jesus. O termo vem do latim Praesaepe, is (substantivo da 3a declinação), que significa estrebaria, curral dos animais, lugar onde os animais comem o feno. A presença da criança de Belém – como São Francisco chamou Jesus na ocasião – naquele estábulo pobre demonstra a grandeza de Deus representada na fragilidade de uma criança.

São Boaventura nos descreve a representação do presépio que São Francisco realizou na cidade de Greccio:

Aconteceu, três anos antes de sua morte, que resolveu celebrar no castelo de Greccio a memória da natividade do Menino Jesus com a maior solenidade que pudesse, para suscitar a devoção. Todavia, para não se poder atribuir-lhe a novidade, pediu e obteve a licença do Sumo Pontífice. Fez preparar um presépio, trazer o feno e levar o boi e o burro para o local. Os frades são convocados, as gentes vêm, a floresta ressoa de vozes e aquela noite venerável se torna, pelas muitas luzes claras e pelos louvores harmônicos, resplandecente e solene. O homem de Deus estava de pé diante do presépio, cheio de piedade, banhado em lagrimas e transbordante de alegria. Celebram-se as solenidades das missas sobre o presépio, e Francisco, o levita de Cristo, cantou o Santo Evangelho. A seguir, prega ao povo presente sobre a natividade do Rei Pobre a quem, pela ternura do amor chama ao querer invocar-lhe o nome, de criança de Belém.” (São Boaventura, Legenda Maior, 10,7)

No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e portugueses em 1552, por iniciativa do padre jesuíta São José de Anchieta.

Corramos todos ao presépio!

Cada figura do presépio tem sua importância:

  • Os animais

Representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer. O boi representa o povo de Israel e o burro representa todos os outros povos que, no tempo de Jesus, eram chamado de pagãos. O boi e o burro ladeando a manjedoura representam que todos os povos contemplam e vivem (se alimentam) do Salvador Jesus Cristo.

  • Os pastores e seus rebanhos

Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador, pelo anúncio dos anjos. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo o ofício de pastor era desprezível. Os simples são os primeiros a receberem o anúncio do nascimento de Jesus. Ao receberem o anúncio do anjo, os pastores e suas ovelhas correm ao presépio para contemplar o grande acontecimento.

  • O anjo

É o mensageiro de Deus, comunicador da Boa Notícia. O anjo do presépio, normalmente, segura uma faixa com a frase: “Gloria in excelsis Deo”, que significa: Glória a Deus nas alturas.

  • Estrela

Simboliza a luz de Deus que guia todas as pessoas ao encontro do Salvador. Ela orientou os Reis Magos até o lugar onde estava Jesus na manjedoura. É a indicação do caminho que se deve percorrer para encontrar o Menino Jesus.

  • Reis Magos

A tradição os numerou como sendo três e os nomeou como Belchior, Gaspar e Baltazar. Eles eram homens da ciência, sábios do Oriente. Conheciam astronomia, medicina e matemática. Eles representam a ciência que vai até o Salvador e o reconhece como Deus. Segundo São João Paulo II, “a verdadeira ciência nos leva à fé”, pois nos revela a grandeza da criação.

  • Ouro, incenso e mirra

São os presentes que os magos oferecem ao Menino Jesus. O ouro significa a realeza; era um presente dados aos reis. O incenso significa a divindade, um presente dado aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus, os magos reconhecem que o Menino é Deus. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado será eterno.

  • São José

É o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome como descendente de Davi, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão: a de carpinteiro. São José deu ao Menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno.

  • Maria

É a Mãe do Menino Jesus, a escolhida para ser a mãe do Salvador. É aquela que disse ‘sim’ à vontade de Deus, e por ela a humanidade recebeu Jesus. Em sua humildade, Maria permitiu que o Filho de Deus fosse gerado em seu ventre por obra do Espírito Santo.

  • Menino Jesus

É o Filho de Deus que Se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo ele de condição divina, não Se prevaleceu de Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-Se aos homens” (Filipenses 2, 6-7).

 

Texto inspirado em: https://noticias.cancaonova.com/brasil/conheca-a-historia-e-o-significado-do-presepio/

Oração Diante do Presépio:

Senhor, diante do teu presépio venho pedir por minha família. Abençoa as pessoas que amo e aquelas que ainda não amo o bastante. Que dentro de nosso lar habite a confiança de tua Mãe, Maria, o zelo de José e a inocência de teu rosto de criança. Afugenta de nossa casa as dores, lágrimas e angústias causadas pelos que lutam por matar nossos sonhos de paz. Dá-nos saúde, para que possamos cantar teus louvores cada dia deste ano novo. Que nossas portas estejam sempre abertas para ti, nas visitas que nos fazes em tantos rostos sofridos. Dá-nos a alegria de tua presença em nosso lar. Abençoa todas as famílias neste Natal, Senhor. Amém.

 

A montagem do Presépio na Catedral Metropolitana de Campinas, esse ano, foi realizada pela equipe do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas, com o intuito, não somente de salvaguardar essa tradição fortemente presente no seio de tantas famílias campineiras, mas de lançar para o próximo ano, o 1º Concurso de Presépios do MAAS, que será divulgado em meados do primeiro semestre de 2019.

 

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Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas (MAAS-Campinas)

Local: Palácio Episcopal – Rua José Ferreira de Camargo, 844, Bairro Nova Campinas

Horário de visitação: De terça a sexta-feira, das 9h00 às 17h30. Fechado das 12h00 às 13h00. Sábados, das 09h00 às 14h30.

Valor de entrada: R$7,00 reais inteira e R$3,50 meia-en­trada (estudantes, aposentados, maiores de 60 anos e professores). Isentos do valor de entrada crianças até 5 anos de idade, padres e pessoas com deficiência.

Telefone para informações e agendamento de grupos: (19) 3790-3950.

Email: maascampinas@arquidiocesecampinas.com

Facebook: facebook.com/museudeartesacracampinas

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