Restauro Fase I

O projeto de restauro foi elaborado pelo L’Habitat, por alunos do Curso de Especialização em “Patrimônio Arquitetônico: Teoria e Projeto” da Puc-Campinas, coordenado pelo arquiteto Samuel Kruchin, em 1999. O projeto foi retomado e revisado por duas vezes, em 2001 e em 2003, quando foram atualizados os levantamentos das patologias apontadas na estrutura e nos revestimentos, através dos trabalhos do L’Habitat da PUC-Campinas, e do trabalho dos alunos das disciplinas do Curso de Especialização “Patrimônio Arquitetônico: Teoria e Projeto”, neste caso, coordenado pela professora Maria Cristina Schicchi.(10)

O projeto de restauro teve início com pesquisa histórica para obtenção de dados importantes para o entendimento do edifício. Posteriormente foram realizados o levantamento da iconografia e o desenvolvimento da edificação, da data de construção aos dias atuais. Foram também realizados o levantamento métrico arquitetônico e o diagnóstico detalhado das patologias observáveis no edifício.

 

 

O projeto de restauração da Catedral foi enviado ao Ministério da Cultura e foi beneficiado pelos incentivos fiscais da Lei Rouanet. Pela lei, 4% do Imposto de Renda das empresas podem ser destinados a projetos culturais aprovados, ou seja, a quantia que uma empresa destinar à restauração da Catedral poderá ser deduzida do valor a ser pago do IR.

O arquiteto Ricardo Leite foi o coordenador da obra pelo Grupo Gestor da Obras de Restauração da Catedral. Durante o início das obras de restauração, a PUC-Campinas empreendeu, por solicitação da própria Catedral, e sob a coordenação da professora Maria Cristina Schicchi, o projeto para a criação do “Centro de Memória Catedral Metropolitana de Campinas”, com a participação de várias faculdades da universidade, e da própria equipe técnica da Catedral em sua elaboração – um projeto multidisciplinar ainda em estudo.(11)

Para a realização das obras, que se iniciaram pelo forro, foi instalado um piso técnico a 21 m de altura, próximo ao teto da Catedral, para que as atividades no corpo principal do templo pudessem transcorrer normalmente.

A construção do piso técnico, já mencionado, para o restauro do forro, permitiu que as atividades da Catedral continuassem normalmente, sendo que as entradas ao templo foram, de tempos em tempos modificadas, para a frontal ou as laterais, de acordo com as necessidades da obra, que só era interrompida no momento da missa.

Restauro Fase I, foi a terceira intervenção pela qual o edifício passou. Quando inaugurada, a Catedral de Campinas não tinha a configuração que apresenta hoje.

Na primeira reforma realizada no edifício da Catedral, em 1923, portanto, quarenta anos após a sua inauguração, as primeiras características foram em grande parte alteradas. O primeiro cuidado ao projetar esta obra foi desafogar o altar-mor através da elevação das paredes laterais da capela-mor ao mesmo nível das do corpo principal. Destacou-se ainda, como importante realização nessa ocasiãoa grande cúpula de cimento encimada pela imagem da Virgem Maria, substituindo-se assim o pequeno zimbório de vidros coloridos então existente.

Os trabalhos de reforma abrangeram quase todo o edifício, que sofrera desgaste natural pela ação do tempo. A fachada principal apresentava sua estética prejudicada, pois, com as adaptações da antiga iluminação a gás, a pintura externa estava enegrecida. Internamente, foi realizada a construção da cripta de mármore abaixo da capela-mor. 

A segunda reforma, de 1952, foi comandada pelo engenheiro Lix da Cunha, sendo realizada a cobertura da cúpula com revestimento, fechamento da iluminação do zimbório, aterramento do porão com provável troca do tabuado de madeira da grande nave.

O projeto de restauração  Fase I seguiu os preceitos da “Carta de Veneza – Monumentos e Sítios”, de 1964, realizando a elaboração de documentação, através de relatórios analíticos e críticos, ilustrados com desenhos e fotografias (IPHAN, 1995).

 

 

Fonte:http://www.usp.br/cpc/v1/php/wf07_revista_interna.php?id_revista=7&id_conteudo=20&tipo=5

 

 

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