Restauro Fase II

Restauro da Catedral será retomado
Após 6 anos, restauro da Catedral será retomado
Nesta fase, do projeto serão restauradas as fachadas e as torres e as obras começarão de cima para baixo
Foto: Elcio Alves/AAN
Os andaimes para as obras na fachada da Catedral começaram a ser montados
Os andaimes para as obras na fachada da Catedral começaram a ser montados
Depois de seis anos parado, o restauro da Catedral Metropolitana de Campinas vai ser retomado. O canteiro de obras começou a ser montado nesta quarta-feira (26) para a colocação dos andaimes e a previsão do engenheiro Wilson Braga, da Concrejato, empresa contratada para a realização das obras, é que em 20 dias terá início, de fato, o trabalho de recuperação da parte externa do templo de taipa.
Nesta fase, serão restauradas as fachadas e as torres e as obras começarão de cima para baixo. O restauro está orçado em R$ 7,1 milhões, mas até agora a Catedral conseguiu captar apenas R$ 1,9 milhão.
Prazo
Depois de iniciado o restauro, o prazo de entrega é de 7 meses. Braga informou que a primeira providência será a lavagem dos azulejos que revestem a torre para poder fazer a prospecção da situação em que se encontram. Segundo ele, os azulejos estão craquelados (com rachaduras na porcelana), mas só depois da lavagem será possível fazer análise de massa e avaliar se todos serão trocados ou se haverá substituição dos mais danificados. Esses azulejos já tinham sido pintados anteriormente.
“Se for preciso mudar, vamos substituir por peças feitas com a mesma técnica dos originais”, disse. Com os recursos arrecadados até agora – conseguidos junto a bancos com ajuda da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) – será possível recuperar as fachadas. Além da torre, os terraços do campanário também serão recuperados e os antigos mecanismos que acionam os sinos passarão por revisão. Toda a argamassa externa será refeita.
Imagens
As imagens da fachada passarão por restauro. Ali estão os quatro evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João – e mais quatro anjos do apocalipse com seus trompetes. Uma delas, a de Marcos, está sem a cabeça desde 2010. A peça caiu, mas não quebrou e está guardada na igreja a espera do restauro. Mateus é o primeiro a direita do prédio e tem um anjo a seus pés. Marcos, o que está sem rosto, é o segundo, com um leão. Depois vem Lucas com um touro e João com uma águia.
Para concluir a segunda fase das obras falta conseguir verbas para substituição dos sistemas elétrico e hidráulico e de comunicação da Catedral. A Arquidiocese de Campinas, proponente do projeto de restauro junto ao Ministério da Cultura, conseguiu captar o mínimo de 20% exigido pela lei de incentivo fiscal (Lei Rouanet) para começar a obra. As doações, que somam R$ 1,9 milhão, vieram da Caixa Econômica Federal (CEF), de R$ 100 mil, do Banco Itaú (R$ 350 mil) e do Bradesco (1,5 milhão). Os bancos estão utilizando a lei de incentivos fiscais para repassar parte do imposto de renda devido à recuperação da Catedral.
Segunda fase
Para conseguir cerca de R$ 5 milhões que faltam para completar a verba necessária à segunda fase do restauro, a Catedral aposta na lei de transferência do potencial construtivo, que existe desde 2009, mas que até hoje não foi utilizada pela Prefeitura. Essa lei funciona como uma espécie de ressarcimento pelo eventual prejuízo que um proprietário tem quando o imóvel é declarado patrimônio da cidade.
A Catedral já seguiu toda a tramitação exigida pela lei e espera receber os chamados Certificados de Potencial Construtivo decorrente do Tombamento (CPC-T). Com os certificados, a Catedral poderá usar em outra área, e até vender, os metros quadrados que teria direito de construir no terreno, caso a edificação que possui não fosse tombada. A lei precisou ser mudada no ano passado porque seus critérios inviabilizavam a utilização.
Um dos impedimentos é que a legislação não era atrativa, porque os bens tombados são enquadrados, na Lei de Zoneamento, como zona 18, que permite construir somente uma vez a área do terreno. O prefeito Jonas Donizette (PSB) alterou essa regra, estabelecendo que, para efeito de transferência de potencial construtivo, o imóvel tombado seguirá o zoneamento que existe num raio de 200 metros ao redor.

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O Restauro da Catedral Metropolitana de Campinas – Fase II pretende dar continuidade à restauração iniciada com a Fase I, tanto na parte estrutural do edifício quanto em seus ornamentos. O projeto contempla a restauração da fachada frontal, lateral e posterior e seus elementos decorativos, torre, campanário, cúpula, forros do altar mor e capelas laterais, readequação da infra-estrutura elétrica, hidráulica e comunicações e condutores de águas pluviais.

O edifício é tombado pelos órgãos municipal e estadual de preservação – CONDEPACC e o CONDEPHAAT. Atualmente esta em processo de tombamento na esfera federal – IPHAN

Na primeira etapa da segunda fase ,será restaurado o Frontispício (a frente da Catedral)

Recuperação e reforço estrutural
Restauração do patrimônio histórico
Retrofit
Obras especiais

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Campanha Pro Restauro

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*Para maiores informações na secretaria da paroquia (19) 3231-2085*

 

 

 

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